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6 de fev de 2012

Parfum d'Empire Equistrius

Nota: 8,5
Fixação: 6 horas
Rastro: discreto

O Link entre o nome e a composição em Equistrius para mim é bem sutil, quase inexistente. Ele parece existir entre o amor por cavalos e corrida de cavalos do dono da grife, a homenagem a um cavalo que lhe ajudou a vencer corridas, o Equistrius, passando a partir daí para o Império Romano e uma homenagem a Iris, que segundo a marca foi largamente utilizada medicinalmente nos tempos do Império Romano (E o link entre os Cavalos e o Império Romano provavelmente está na corridas de bigas). Colocando isso de lado, Equistrius é um belo perfume de íris, que poderia ser um gourmand enjoativo mas se mostra delicado, quase transparente em sua combinação de iris, pó de arroz, chocolate e violeta. A íris é explorada indo do seu aroma vegetal e terroso para o gourmand e cremoso. No início, percebe-se o aroma vegetal, terroso, quase cru que a raiz de iris passa, em contraste com um aroma vegetal metálico, levemente úmido da violeta. Ao mesmo tempo que é agradável, há alguma coisa levemente animálica e desconfortável no acorde, que por sorte não se mantém por muito tempo. Em um segundo momento percebe-se o aroma do pó de arroz, um aroma atalcado seco e levemente salgado, formando uma harmonia com a iris, que nesse ponto passa por uma fase atalcada. Essa fase dura para mim uma hora, indo em direção ao delicado aspecto gourmand cremoso. Chocolate, iris, sândalo e ambrete seed formam uma segunda pele adocicada, com a cremosidade do chocolate aludindo ao aroma amargo do patchouli mas se submetendo a cremosidade amanteigada da iris e da ambrete seed. Sândalo confere, junto com o vetiver, uma base amadeirada abstrata. Equistrius, apesar da inspiração não muito evidente, se mostra uma delicada e complexa criação da marca, um pouco difícil nos primeiros minutos, mas bem orquestrada e duradoura para um perfume que se mantém rente porém presente na pele em toda sua evolução.