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3 de jul de 2011

Rose Barbare - Guerlain Resenha/Review


Notas: Mel, Aldeídos, Rosas, Especiarias

Considerando os três primeiros perfumes lançados em 2005, a coleção L'Art et Matière da Guerlain não demonstrava seu potencial - Cuir Beluga era um delicioso perfume de baunilha e heliotropin que tinha pouco de couro e Angélique Noire era um parente do Dior Addict muito mais caro e não tão mais interessante. Os perfumes mostravam uma simplicidade e uma ausência da arte prometida no nome e do luxo consagrado no frasco, embalagem e nomes. Rose Barbáre parece um intermediário nesse primeiro trio confuso e parcialmente bem sucedido. Orquestrado por Francis Kurkdjian, Rose Barbare apresenta a simplicidade do Angélique Noire com a qualidade de aroma do Cuir Beluga. Entretanto, o perfume em nada acrescenta ao aroma das rosas, escolhendo uma nuance natural de qualidade, porém comum. O cheiro se desenvolve como um soliflore de rosas cintilante na saída, devido aos aldeídos, com a parte azeda das rosas mais controladas e envolta numa aura delicada de mel e especiarias doces. De fundo, há um musk quase invisível que suporta as notas e cria uma base rente a pele, para a qual o perfume evolue depois de umas 4 horas de evolução. Rose Barbare, como Cruel Gardenia, é bonito em vez de brutal como o nome poderia sugerir, e parece distante de um perfume artístico, que se salva somente pela habilidade do perfumista em combinar os materiais de qualidade. Recomendável somente se você não encontrou até hoje nenhum outro perfume de rosas que te agrade.

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