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20 de jun de 2011

Life Threads Ruby - La Prairie Resenha/Review

Notas: Flor de laranjeira, bergamota, lírio do vale, rosa, jasmim, ylang-ylang, vetiver, sândalo, baunilha, musk

Toda coleção de perfumes possui seus sucessos e fracassos. Pode se esperar que um conjunto de perfumes lançados simultâneamente terá um cujo o conceito e formulação foi trabalhado apenas parcialmente, com um resultado que será passável ou até mesmo ruim. Na linha life threads da La Prairie, Ruby é o que se destaca pela falta de qualidade e bom senso na execução do seu aroma floral oriental. Feito para capturar, segundo a grife, os momentos de paixão e intensidade, a marca se esqueceu de ligá-los a elegância e ao bom senso, e a impressão geral é a de um esteriótipo barato de um perfume floral rico, estendido de forma estridente até a base e desagradável em todos os momentos de seu aroma.

Life Threads Ruby é consistentemente ruim do começo ao fim. Não há momentos agradáveis que permitam apreciar alguns aspectos de seu cheiro, que tem uma aparência gritante e sintética em todos os momentos. Um perfume sintético ruim é como Ruby, estridente, distorcido, tentando reproduzir a complexidade de uma determinada nota de uma forma caricata e grosseira. Se fosse um ruby, o resultado só convenceria a distância, pois aproximando-se seria possível perceber que essa pedra preciosa é feita de plástico. Há um floral aldeídico forte e estranho, de uma flor de laranjeira que parece ter escapado de um spray para ambientes e ido parar por um infeliz acidente em um perfume. E o que vem logo a seguir não ameniza essa impressão, utilizando-se de um ylang-ylang enjoativo, genérico, um jasmim semi indólico, mas sem a delicadeza do jasmim e uma rosa azeda que torna a experiência mais desagradável possível. A base do perfume só contribui para sua aura barata e mal feita. Se há algum vetiver, sândalo ou baunilha de verdade, a qualidade é baixa e o uso é quase inexistente, e o que predomina é um musk barato, digno de um papel-higiênico perfumado luxuoso.

É díficil justificar ou recomendar Ruby para qualquer pessoa. Ruby não consegue cumprir o mínimo, ser agradável, e é admirável que a marca suíça, controladora de sua imagem luxuosa sofisticada, tenha permitido um lançamento em que a principal característica é a falta de qualidade. Ruby é uma lembrança de que nem sempre intensidade e luxo combinam, especialmente se ambos estiverem ligados por uma execução barata com materiais de quinta categoria.

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