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30 de jun de 2011

Cruel Gardenia - Guerlain Resenha/Review


Notas: Rosa, Pêssego, Neroli, Violeta, Ylang-Ylang, Musk, Sândalo, Fava Tonka, Baunilha

Dentro de uma linha elaborada e com perfumes interessantes e complexos, Cruel Gardenia não se destaca. Um de seus maiores problemas é o nome, que gera uma expectativa em relação ao perfume que não é atingida. A Gardenia não é o foco aqui, e não há de cruel,  obsessivo ou qualquer outra idéia exagerada que possa ter sido concebida no marketing ou na proposta da fragrância. Em vez disso, a marca entrega um floral atalcado radiante, sutilmente doce, que dura por um prolongado período na pele. Como em alguns outros da linha, há uma rápida referência a uma clássica criação da grife, com um sândalo perceptível logo de cara trabalhado ao estilo do Samsara. Entretanto, esse não é o foco, e por isso o sândalo se mistura rapidamente a um acorde floral atalcado de ylang-ylang, neroli e violeta, suportado pleo que parece ser um patchouli atalcado. Há uma aura de cosmético elegante, luminosa, que conforme evolui permite a percepção da prometida gardenia, aqui em uma interpretação mais primaveril. Cruel Gardenia, após um bom tempo, termina de irradiar seu aroma elegante atalcado e vai para uma base atalcada que usa de forma rápida um pouco de baunilha e um amendoado de tonka, como que uma lembrança da assinatura clássica encontrada na maioria dos perfumes da grife. Cruel Gardenia demonstra claramente que nem sempre um perfume está ligado ao nome e proposta, e que ainda assim o resultado possa ser de qualidade, mesmo que seja uma qualidade de seu cheiro se traduza em um perfume que pouco se presta atenção durante o dia.

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