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15 de mai de 2011

Louve - Serge Lutens Resenha/Review


Notas: Amêndoas, pétalas de rosas, notas frutais, pétalas de jasmim, ambar, musk, baunilha

É interessante notar como algumas idéias de Lutens são revistas em um outro contexto, onde a estrutura principal é mantida mas novos aromas são adicionados. Se tal abordagem garantiu uma nova e interessante composição em El Attarine, uma solar visão de Arabie onde o cheiro da sempre viva dá um exótico floral não existente no original, em Louve falta uma singularidade que o destaque de seu originador, Rahat Loukoum.

Louve é descrito como o mais delicado e suave de todos os lutens, o que é uma afirmação desorientadora em relação ao seu cheiro. A suposta referência lunar parece perdida, e o que Louve mais remete é a uma versão simplificada de Rahat Loukoum, que por si só já é uma visão direta do doce de amêndoas, rosas e mel conhecido como delícia turca. Louve retira do conjunto geral a parte floral, colocando a rosa e o possível jasmim como fantasmas florais. O que predomina é um intenso cheiro de cereja e amêndoa na saída, por alguns instantes enjoativo e desconfortável, mas que rapidamente acenta para um aroma almiscarado clean e sutilmente adocicado, genérico e desinteressante.

Louve parece inacabado, fraco, sem personalidade.O retrabalho da temática da delícia turca de Rahat Loukoum não traz nada que se destaque, nem em sua duração na pele. Louve ocupa, da mesma forma que L'Eau e Nuits de Cellophane, um lugar desnecessário numa linha repleta de criações originais, marcantes e envolventes.

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