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28 de fev de 2011

Oroville - Xerjoff

Notas:
Camomila Romana, Sálvia Esclaréia, Flor de Laranjeira, Neróli Italiana, Tabaco, Cravo, Gálbano, Sândalo, Baunilha, Ambar, Musk Branco

A Marca italiana Xerjoff posiciona-se em um mercado extremamente exigente, onde o valor do perfume não é um problema, sendo que ele é oferecido em uma experiência de luxo que combina embalagens sofisticadas, frascos elegantes e matérias-primas escolhidas com cuidado na hora de criar as fragrâncias. A marca possui três linhas, sendo uma delas a shooting starts, cuja a exótica inspiração (meteoritos caídos na Rússia em 1947) parece ser o ponto de partida para a concepção de perfumes com uma estética vintage e uma execução feita de materiais disponíveis e liberados para o uso atualmente.


Oroville posiciona-se como um perfume de tabaco. E a sua combinação de tabaco e cravo remete, como em vários perfumes dominantes por essas notas, ao ambiente de um clube masculino mais elitista. O Tabaco e o cravo são as grandes estrelas da composição e conferem durante a execução um agradável aroma especiado e picante que traz o melhor de um cigarro/charuto, o seu complexo cheiro, sem os prejuízos de se fumar um. O Tabaco e o Cravo são parte de um panorama mais amplo, onde se percebe principalmente um tradicional cítrico italiano envolvido em notas mais aromáticas e em uma base delicadamente doce e cremosa. A entrada nesse elegante clube é feita por uma combinação de sálvia e camomila romana, onde a sálvia perde parte do seu toque urinoso devido ao quase frutal da camomila romana. Rapidamente ambas dão espaço para que perceba-se a colônia clássica de qualidade que formam a flor de laranjeira e a neróli, que são apenas uma prerrogativa para o principal, o tabaco e o cravo. O Gálbano, uma nota de suporte, aparece em alguns momentos durante a evolução, entre a saída e a base, como um verde amargo que compõe a paisagem desse clube aromático picante.

O maior senão de Oroville é o uso dessa estética rica de materiais primorosos e uma execução complexa para uma finalização que é discreta demais. Todos nesse clube sussurram depois de umas 4 horas na pele, numa agradável combinação de musk e baunilha principalmente. É como se houvesse a necessidade de se fazer um silêncio após uma entrada mais triunfal e pomposa. Oroville nos deixa desejosos por um pouco menos de boas maneiras, pois sua voz é baixa demais para ser ouvida e o torna um candidato a ser reaplicado durante o dia para se preservar o que há de melhor nele na pele.

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