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23 de fev de 2011

FAREB - Huitieme Art

Notas: Sempre-viva, ginseng, couro

Uma coisa que surpreende na linha Huitieme-art é a utilização de composições minimalistas que não possuem um aroma etéreo nem soam simplistas ou desinteressantes. Com o objetivo de demonstrar o potencial dos novos phyto extratos, Pierre Guillaume fez com que cada perfume tivesse o foco em apenas dois elementos, utilizando algumas poucas notas de apoio em alguns casos. Eles são lineares na pele, mas ao mesmo tempo conseguem capturar de uma forma mais real os aspectos de suas essências utilizadas, dando ao usuário a chance de observá-las com o maior número possível de detalhes.

Em Fareb, há uma nova forma de extrair um material já utilizado na perfumaria, a sempre-viva, ao mesmo tempo que é explorado uma novidade, o ginseng. Ambas são combinadas para produzir algo que varia do espectro aromático e fresco ao especiado e incensado. Um perfume tentador e ao mesmo tempo fantasmagórico é o que FAREB se demonstra na pele, totamente alinhado com o propósito do perfumista.

A sempre-viva é uma nota difícil de ser utilizada. Nas composições onde ela se encontra ela rouba a cena, sempre sendo bem evidente devido ao seu exótico aroma, que varia entre o cheiro de feno, açúcar queimado e madeira seca. A parte difícil é que ela costuma ser pesada ao olfato, com um cheiro que cansa rapidamente se sentido diariamente. A nova extração utilizada em FAREB consegue resolver esse problema sem perder a complexidade da nota. A sempre-viva aqui é a grande responsável pelo cheiro enigmático e confortável. Seu cheiro varia entre o aroma mais aromático e vegetal amargo na saída, passando rapidamente para uma fase incensada e especiada. O ginseng logo aparece, conferindo um cheiro que lembra um gengibre adocicado, conferindo refrescância e uma doçura que balanceia o lado exótido da composição. Há, depois de algumas horas na pele, algo que remete a nota de couro de uma forma bem discreta, sendo necessário prestar bastante atenção para poder captá-la.

A Phyto extração demonstrada na linha parece promissora ao permitir tanto a captura de novos cheiros, bem como a exploração de forma diferente dos já existentes. FAREB inova ao trazer uma nova abordagem a algo existente e criar um aroma compacto, sedutor, duradouro, que alia exotismo a refrescância e comforto. Um perfume ao ser provado para aqueles que desejam entender melhor os aspectos da estranha e agradável flor sempre-viva.

2 comentários:

Elen disse...

Parece ser um perfume interessantíssimo e bem diferenciado!

Rick disse...

Elen, eu particularmente o considero bem interessante e diferenciado. A sempre-viva não é uma nota muito explorada exatamente ao seu cheiro exótico e difícil de ser aliado com outras notas. E aqui ela é utilizada em um perfume que é bem usável.

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