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27 de dez de 2010

Égoïste - Chanel





Notas:
Mandarina, rosa, lavanda, coriandro, baunilha bourbon, madeira de sândalo, pau-rosa e ambrette seed

Lançado em 1990, Égöiste é um exemplo onde nome, publicidade e aroma formam uma combinação perfeita. Com uma propaganda assinada por Jean Paul Goude, criada com uma música dramática crescente ao som de mulheres histéricas e um nome provocativo, Égöiste nasceu marcante, em sua imagem em aroma.

Diferente dos perfumes anteriores da marca, Égoïste brinca com as fronteiras entre o masculino e feminino, tomando para si um aroma mais utilizado em perfumes femininos - o aroma cremoso e quente do sândalo, utilizado centralmente pela marca em Bois des Iles. Égoïste representa o homem que se utiliza de um aroma feminino para intensificar a si, para chamar a atenção, pelo prazer que o aroma lhe proporciona. Ele não é, entretanto, um projeto que partiu direto de Bois des Iles, e sim uma iteração do mais intelectual Bois Noir, lançado em 1987 como exclusividade das lojas da Chanel.

Égöiste eleva a dramaticidade do aroma de Bois Noir, para torná-lo mais marcante e condizente com o seu nome. Enquanto Bois Noir prima pelo equilíbrio entre as notas de sândalo, baunilha e tobacco na base, produzindo uma aura constante durante o dia que sofre pequenas alterações, Égoïste foca em contrastes entre suas notas. A saída é mais seca e aromática, puxando o seu aroma oriental para um campo mais masculino pelo uso de uma nota aos quais os homens estão acostumados a um bom tempo - a lavanda. A primeira impressão é de um contraste entre um doce cítrico e floral da mandarina e do pau-rosa e uma lavanda seca, provençal. Esse contraste evolui para um coração que, diferente do seu predecessor, possui mais detalhes, com a presença de um aroma frutal seco não existente na primeira versão. O aroma ambarado da ambrette seed já se faz presente nesse momento e dá continuidade ao doce iniciado já na saída. A base é o momento onde ambos convergem, com a diferença de que Égöiste desloca o aroma para dar mais ênfase a baunilha e ao tabaco do que ao sândalo predominante na versão original.

Pelo seu caráter provocativo, marcante, Égoïste é um perfume que não agrada a todos e que exige uma certa intimidade para uma total compreensão de seu conjunto, intimidade tal só conseguida após certo uso. Usado por homens ou por mulheres, que procurem um aroma adocicado menos delicado e com um toque floral, é um dos clássicos onde nome, publicidade e aroma sempre evocarão de uma forma intensa para aqueles que tiveram a chance de conhecê-lo.

2 comentários:

Cezaro Marques de Souza disse...

Sem dúvida, é a melhor água de toalete masculina de todos os tmpos

Paulo Waterkemper disse...

Um perfume perfeito

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